A Ponte e o Scrum

As metodologias ágeis conseguem entregar projetos em menos tempo e gastando menos recursos. Este fato vem sendo validado pela experiência do mercado de projetos e amplamente documentado na literatura, nos últimos 20 anos.
A abordagem ágil venceu.
Mas, apesar desse sucesso indiscutível, um sistema ágil típico como o Scrum puro ou o método Kanban completo não consegue responder perguntas simples:
• Quanto tempo vai demorar o projeto de construção da ponte?
• Qual o orçamento a ser aprovado para a construção da ponte?
• Qual a avaliação geral do risco de construção da ponte?
Você pode ler todos os livros de Scrum do mundo e não encontrará ferramentas que respondam essas perguntas fundamentais, o que seguramente impede sua adoção em um grande número de culturas e organizações.
Especialistas em Scrum dirão, e com razão, que o Scrum tem filosofia diferente e que essas não são as melhores perguntas a serem feitas. No entanto, para determinadas culturas organizacionais elas são imprescindíveis e o Scrum não consegue responder.
São vários os motivos pelos quais isso acontece: a construção da ponte não pode ser quebrada facilmente em estórias de usuários; a ponte somente tem valor se for entregue completa; os métodos de programação (scheduling) do Scrum e Kanban não tem ferramentas para prever a duração total do projeto considerando elementos integrativos; não existe lógica de rede no Scrum etc.
Mas e daí? O que o projeto da ponte perde em não ser gerenciada pelo Scrum e Kanban? Eficiência de fluxo – possibilidade da ponte ser construída em menos tempo com menos trabalhadores e menos estoque!
Se desejarmos aproveitar o aprendizado dos últimos 20 anos com projetos ágeis no caso da construção da ponte devemos ter alguns cuidados.
A melhor solução, na minha opinião, seria adotar/desenvolver uma metodologia híbrida que não perdesse as características essenciais do modelo de projetos tradicionais, mas que também contemplasse princípios de geração de valor dos métodos ágeis.
Pense uma metodologia híbrida que:
• Pensa o projeto em produtos mínimos viáveis;
• Testa mais cedo e faz adaptações para alcançar o sucesso;
• Mantem cadência de entrega, sem interrupções de fluxo;
• Trabalha com lotes menores de trabalho, sem estoque excessivo;
• Fluxo da cadeia de valor otimizado;
• Sistema puxado (“Pare de começar e comece a terminar!”).
Ainda assim precisaríamos continuar sendo capazes de dizer antes do projeto começar quanto a ponte custará, quanto demorará para ser construída e como fazer a programação de pacotes de trabalho considerando dependências mais complexas entre eles.

By | 2017-06-05T15:37:18+00:00 fevereiro 10th, 2016|Sem categoria, Uncategorized|1 Comment

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